O governo voltou a discutir como conter uma nova alta nos combustíveis. A ideia agora é de um congelamento temporário nos preços.
A proposta já foi levada ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que gostou e consultou o ministro da Economia, Paulo Guedes.
A intenção é que a Petrobras segure os valores pelo menos durante a duração da guerra na Ucrânia.
A diferença seria paga com o lucro da própria estatal, que ganhou R$ 106 bilhões no ano passado. Mas essas mudanças teriam de ser aprovadas pelo conselho de administração da empresa.
A principio, Paulo Guedes, não se impõe, mas pediu empenho no governo no Congresso para aprovação do projeto que fixa o ICMS dos combustíveis sobre o litro do produto e não mais sobre o preço final.
BOLSONARO CRITICA PARIDADE DE PREÇOS DA PETROBRAS E DIZ QUE ESTUDARÁ MEDIDAS
O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a política de preços da Petrobras, em entrevista, nesta segunda-feira, 07, à Rádio Folha, com sede em Roraima. Na ocasião, ele chamou a medida adotada ainda no governo Temer de “legislação errada” ao se referir à paridade internacional, quando os preços da companhia acompanham as variações do dólar.
“Tem uma legislação errada, feita lá atrás, que você tem a paridade com o preço internacional. Ou seja, o que é tirado do petróleo, leva-se em conta o preço fora do Brasil. Isso não pode continuar acontecendo. Estamos vendo isso aí, sem ter nenhum sobressalto no mercado”, disse o presidente.
O presidente concordou que o aumento dos preços é algo “anormal” e “atípico”, de forma que o governo federal buscará uma “solução” de forma “bastante responsável”. Segundo Bolsonaro, a “população não aguenta uma alta com esse percentual”.
“Leis feitas erradamente lá atrás atrelaram o preço do barril produzido aqui e o preço lá de fora. Esse é o grande problema, nós vamos buscar solução para isso de forma bastante responsável”, respondeu o presidente a uma jornalista de Roraima.
Fonte: Band