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Número de pacientes internados no Paraná sobe 19% em quatro dias

Publicado em sexta-feira, 07 de janeiro de 2022

O ano de 2022 começou com elevação no número de pessoas internadas na rede pública de saúde. É o que mostram informações da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR), extraídas das planilhas de monitoramento diário de regulação de leitos no estado, as quais revelam que desde o último dia 2 de janeiro o número de pessoas hospitalizadas vem crescendo consecutivamente, acumulando alta de 19,06% em apenas quatro dias.

 

O levantamento, que considera tanto os leitos exclusivos para pacientes com quadros suspeitos ou confirmados de Covid-19 como os leitos gerais (que atendem todos os outros tipos de situações), mostra que no segundo dia de 2022 haviam 3.857 pessoas hospitalizadas em estabelecimentos que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o estado, número que ontem já havia saltado para 4.592, com elevação tanto no número de pacientes em leitos clínicos/enfermarias como no de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

 

No dia 2 de janeiro, por exemplo, haviam 1.182 pacientes que demandavam cuidados intensivos em todo o estado, com esse tipo de leito apresentando uma taxa de ocupação de 66,26%. Quatro dias depois, já são 1.254 pessoas internadas em UTIs, com uma ocupação de 68,79%. Entre o segundo e o sexto dia do ano, portanto, houve aumento de 6,09% no número de pacientes em UTI.

 

Já com relação às enfermarias, 2.675 pessoas estavam internadas no estado no segundo dia do mês, com menos de um terço (31,19%) dos leitos clínicos ocupados. Ontem, já eram 3.338 pacientes hospitalizados nesse tipo de leito e uma taxa de ocupação de 37,78%, sendo que o contingente de pessoas em enfermarias cresceu 24,78% no período analisado.

 

Nas duas últimas semanas, entre os dias 23 de dezembro e 6 de janeiro, em cinco datas diferentes o Paraná chegou a ter menos de quatro mil pessoas hospitalizadas. Além disso, desde o dia 5 de dezembro do ano passado, quando haviam 4.802 pessoas hospitalizadas, o estado não registrava um número tão elevado de pacientes internados.

 

VACINAÇÃO SURTE EFEITO E PREVINE QUADROS GRAVES DE COVID-19:

 

Com o registro de aglomerações nas últimas semanas, quando foram realizadas reuniões familiares e festas e confraternizações de final de ano, o Paraná vem registrando nas últimas semanas um aumento nos casos de síndrome respiratória, com aumento nos diagnósticos de influenza (gripe) e de Covid-19. A média móvel de casos novos da doença pandêmica, por exemplo, subiu de 132 registros há duas semanas, no dia 23 de dezembro, para 1.663 até ontem - o que significa uma incrível alta de 1.160%.

 

Interessante notar, contudo, que o aumento no número de diagnósticos positivos para a doença pandêmica não refletiu, pelo menos até o momento, numa elevação expressiva dos casos graves da doença pandêmica. Prova disso é que no dia 23/12 haviam 168 leitos em UTI Covid ocupados, enquanto ontem o número era de 153 - uma redução de 8,9%. Já quanto às enfermarias, haviam 3.073 leitos clínicos ocupados no final de dezembro, número que ontem já estava em 3.338 - elevação de 8,6%.

 

"A nossa perspectiva é que esse aumento se mantenha pelo mês de janeiro todo. Mas até agora, apesar dessa alta nos casos, não teve aumento no número de internações nem de óbitos. Muito provavelmente é efeito da vacinação [contra o coronavírus]", afirma Rafael Weissheimer, coordenador médico do Pronto Atendimento do Hospital Marcelino Champagnat e professor de Medicina da PUCPR.

 

Já Viviane Ceschim, assessora científica da Firstlab. uma empresa que fabrica e comercializa produtos e equipamentos para Laboratórios de Análises Clínicas e hospitais, comenta que, diferentemente do que aconteceu na época em que a variante Delta começou a se espalhar (entre março e abril do ano passado), agora com a variante ômicron não se está registrando uma alta na demanda por produtos hospitalares. “Com a Delta, tivemos alta na demanda de produtos para hospital para atender pacientes internados. Agora não tem tantos casos graves, a vacinação está ajudando demais a não ter esses quadros”, aponta.

 

ÔMICRON:

 

Na avaliação técnica do Comitê de Técnica e Ética Médica da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o aumento de casos em Curitiba pode estar associado à propagação da variante Ômicron. A análise dos testes de Covid por PCR positivados irão mostrar se essa hipótese se confirma. Além disso, desde o começo da semana a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) já confirma a circulação comunitária da H3N3 no Paraná.

 

 

Fonte: Bem Paraná

 

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