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Síndrome Pós-Covid afeta mais de 200 mil paranaenses

Publicado em segunda-feira, 25 de abril de 2022

Entre 10 e 20% das pessoas que contraem o novo coronavírus sofrem com sintomas da doença mesmo após se recuperarem da fase aguda da infecção. A estimativa é da Organização Mundial da Saúde (OMS) e consta no Relatório Europeu da Saúde 2021. E revela que, apenas no Paraná, mais de 200 mil pessoas sofreriam (ou virão a sofrer) com a condição clínica conhecida como long covid (também chamada no Brasil de Covid persistente ou Síndrome Pós-Covid), cujos sintomas são “imprevisíveis e debilitantes” e afetam também a saúde mental.

 

Desde que a pandemia do novo coronavírus passou a fazer parte do cotidiano do paranaense, em março de 2020, um total de 2.423.953 pessoas foram contaminadas no estado, sendo que 42.803 acabaram falecendo, segundo o Informe Epidemiológico mais recente divulgado pela Secretaria da Saúde do Paraná. Considerando ainda a estimativa da OMS, isso significa que entre 230 mil e 480 mil paranaenses sofrem ou sofrerão com a Sindrome Pós-Covid.

 

Entre as disfunções mais comuns na Síndrome Pós-Covid estão dificuldade em perceber cheiros ou odores, fadiga, tosse seca, redução ou distorção do paladar, dor de cabeça, tontura, lentificação do raciocínio, perda de memória transitória, estresse pós-traumático (mais comum em pacientes que tiveram de ficar em UTI) e problemas gastrointestinais, como diarreia ou constipação.

 

“O que temos notado muito entre queixas dos pacientes em consultório, principalmente depois da segunda onda, é um cansaço excessivo, persistência dos sintomas respiratórios e fatores mais neurológicos - depressão, ansiedade, sonolência e esquecimento”, revela a Dra. Thatiane Nakadomari, médica infectologista do Hospital São Vicente Curitiba, afirmando ainda que esses sintomas podem ocorrer em qualquer pessoa que teve Covid-19, inclusive uma infecção leve.

 

Fonte: Bem Paraná/Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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