A Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) e representantes das 21 entidades que assinaram o Manifesto Público de Lideranças do Sudoeste, sobre a proposta de pedágios para o Estado do Paraná, reuniram-se na quinta-feira (11), através de videoconferência, para definir suas reivindicações.
Na oportunidade foram definidas três principais reivindicações, que serão apresentadas na reunião técnica da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o lote 6, que abrange as rodovias do Sudoeste, que será realizada na próxima sexta-feira (19).
Na reunião virtual de quinta, após orientações e esclarecimentos do consultor em Infraestrutura e Logística da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Möhr, a Amsop e as entidades chegaram ao consenso de que, diante do impacto na logística e vida social da região, é preciso incluir, no projeto: um acesso à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Realeza; estudo de novos traçados para o contorno entre Francisco Beltrão e Marmeleiro; e a inclusão do trecho entre Pato Branco e Palmas (trevo do Horizonte) no lote 6 de concessão, mas sem obras de duplicação neste trajeto, e com uma tarifa menor de pedágio apenas para a manutenção do trecho.
Reivindicações
Segundo a Amsop, o acesso à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Realeza, é necessário para oferecer mais segurança aos estudantes, professores e servidores, já que no projeto apresentado pelo Ministério da Infraestrutura o trevo para retorno é mais distante da instituição. A solicitação da Amsop e da comunidade é que também seja instalado um trevo em frente à universidade, para facilitar o acesso e garantir maior segurança para a comunidade acadêmica que precisa atravessar a rodovia.
Em relação ao contorno entre Francisco Beltrão e Marmeleiro, população e entidades pedem que seja apresentado estudo com outras alternativas, pois os empresários com comércio na avenida Dambros e Piva, principal avenida de Marmeleiro, acreditam que se o fluxo for retirado do centro, vai acabar reduzindo o movimento e matando o comércio local.
Eles entendem que o tráfego de caminhões terá que sair do centro, passando por fora da cidade, caso haja a concessão da rodovia, mas solicitam que o Ministério da Infraestrutura pense outras alternativas, outros traçados, que não passe tão longe da cidade, para que o comércio não seja prejudicado.
Sobre a inclusão do trecho entre Pato Branco e Palmas (trevo do Horizonte) no lote 6 de concessão, segundo a Amsop, é importante porque não fará sentido deixar um trecho da PR-280 sem infraestrutura, já que faz parte do corredor do Sudoeste.
Esse corredor, de acordo com a entidade, atravessa a região desde Marmelândia, na ponta do Iguaçu, e vai até o trecho do Horizonte em Palmas. Não tem como apenas o trecho entre Pato Branco e Palmas ser diferente, precisa manter o mesmo padrão da rodovia, ter as mesmas boas condições de trafegabilidade, conforto para os usuários e qualidade do asfalto.
Reunião técnica
A reunião técnica da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde serão apresentadas as três reivindicações do Sudoeste será realizada na próxima sexta-feira (19), das 14h às 17h, e poderá ser acompanhada pela internet, pelo Canal da Indústria, no YouTube, através do endereço eletrônico: https://www.youtube.com/user/CanaldaIndustriaPR.
Na ocasião, devem ser abordados, especificamente, detalhes dos projetos de ampliação de capacidade das rodovias, como a localização de duplicações, contornos, faixas adicionais, marginais, terceiras faixas, cruzamentos, passarelas e praças de pedágio. E sem entrar no mérito de modelo de concessão e valor de tarifas.
Segundo a Amsop, até às 18h do dia 22 de março, a população poderá contribuir com o aperfeiçoamento do projeto de concessão das rodovias, com o envio de sugestões à ANTT, através do portal Participante, no link https://participantt.antt.gov.br/Site/AudienciaPublica/VisualizarAvisoAudienciaPublica.aspx?CodigoAudiencia=443.
Fonte: Jornal Diário do Sudoeste
Imagem: ilustrativa