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Explosão de casos de covid-19 pode afetar ocupação de leitos no Sudoeste do Paraná

Publicado em sexta-feira, 20 de novembro de 2020

 

Nos primeiros 14 dias de novembro, a microrregião de Francisco Beltrão contabilizou 953 casos da covid-19. Até terça-feira dia17, conforme dados da 8ª Regional de Saúde, a micro apontava ao menos, 8.470 casos da doença, cerca de 623 a mais do que o registrado no boletim epidemiológico, emitido dia 18, pela Secretaria Estadual de Saúde.

A explosão de casos na micro reflete no cenário da doença em todo o Sudoeste e Oeste paranaense. Conforme os dados estaduais, a área, que é composta por 27 dos 42 municípios do Sudoeste e é responsável por 80% dos casos da doença na região, conta somente com 20 leitos exclusivos covid-19,  dez UTI e dez enfermaria.

Na prática, isso significa que, quanto mais casos a regional contabilizar, maior passará a ser a probabilidade da utilização total de leitos exclusivos covid-19. Se isso vier a acontecer, leitos da 7ª RS, que abrange os outros 15 municípios do Sudoeste, assim como das regionais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo, pertencentes a região Oeste, podem ser acionados também.

Conforme a chefe da 8ª Regional de Saúde, Nádia Zanella, 50% dos leitos UTI exclusivos covid-19 e 80% dos leitos enfermaria, exclusivos covid-19 na regional, estão sendo ocupados por pacientes. Ela explica que, em caso de superlotação nos leitos da 8ª, o que não deixa de ser considerado diante da crescente nos casos, os pacientes serão encaminhados para leitos disponíveis na macrooeste.

Até o dia 18 as regionais da macro contavam com 162 leitos de UTI, estando 86 ocupados e 180 de enfermaria com 103 sendo utilizados.

Afinal, estamos na segunda onda?

A crescente que vem sendo notada nos últimos dias, não só na micro de Francisco Beltrão como em todo o estado, não pode ser considerada como a segunda onda da doença. Segundo Nádia, a população ainda está vivenciando a primeira fase da covid-19. “A medida que os casos foram estabilizando algumas atividades foram flexibilizadas e com isso, observamos que a população, já cansada dos 250 dias de pandemia, se acostumou com a situação e, diante disso, acabou deixando de lado os cuidados básicos”, disse a chefe da Regional ao explicar a causa do aumento dos contaminados, após um período de estabilização da doença.

De acordo com Nádia, a população precisa entender que a pandemia não passou. “Nós ainda estamos vivenciando a pandemia. Por isso, medidas de prevenção que hoje são padrões, como o distanciamento social, o uso de máscara e a higienização de mãos, devem ser mantidas”, frisou.

Aumento nos suspeitos

Além da alta nos casos, outra situação que chama atenção nos dados da micro de Francisco Beltrão, é taxa de pessoas suspeitas da doença, que conforme dados da Sesa, tem sido cada vez maior, tendo, nesta semana, não baixado de 1.300 suspeitos diários. “Se formos observar, o volume de coleta de exames tem aumentado muito, e com isso, a taxa de positividade também. Antes, coletávamos as amostras porém os resultados eram, em sua maioria, negativos, e agora é o contrário”, explicou.

Recuperados

Ao mesmo passo em que os casos suspeitos e confirmados estão aumentando na 8ª Regional de Saúde, o número de recuperados também cresce. Até terça-feira, segundo Nádia, 87,31% do total de contaminados na micro, já estavam curados.

 

Fonte: Jornal Diário do Sudoeste

Imagem: ilustrativa

Publicado por: Castor Pierro

 

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